
Expandir os horizontes e formar novos olhares para o cinema baiano e brasileiro a partir da sua interação com a cultura indígena e a da inserção em territórios marcados por tradições, lutas e diversidades – é neste caminho de troca e interação que o Cine Kurumin – Mostra e Oficinas de Realização Audiovisual e Edição de vídeo em Software Livre, percorreu nas aldeias indígenas Tupinambá, Pataxó e Tumbalalá.
As mostras e oficinas do Cine Kurumin aconteceram no Litoral Sul da Bahia na Aldeia Tupinambá (28 de janeiro a 01 de fevereiro), no Extremo Sul, na Aldeia Pataxó (05 a 09 de fevereiro), finalizando a sua primeira edição na Aldeia Tumbalalá (20 a 24 de abril), no povoado de Pambu, às margens do Rio São Francisco, no norte do Estado.
A mostra atraiu cerca de 800 indígenas nos 15 dias de exibição de filmes de norte a sul da Bahia. Nas oficinas realizadas pelo cineasta Lula Oliveira e por José Balbino Santana, realizador com experiências de produção audiovisual em software livre. Os indígenas produziram os vídeos “Espelho Partido”, “Arupãb kijetxawê txihihãe”, “Plantas Medicinais” e “Educação indígena na Aldeia Tumbalalá” e, ainda, um teaser de divulgação dos Jogos Indígenas Pataxó, que acontecem a cada ano no mês de abril e contribuirá na divulgação dos jogos indígenas por todo o mundo. Todos os vídeos podem ser vistos no blog do Cine Kurumin: http://cinekurumin.wordpress.com.
Apresentando um diálogo criativo e interativo entre comunidades indígenas e a experiência audiovisual, o cinema, a arte e a ancestralidade, o Cine Kurumin, realiza um diálogo entre a apropriação crítica e criativa do audiovisual, a autonomia dos povos indígenas e busca garantir o acesso aos bens culturais e artísticos com pouca ou nenhuma circulação nessas comunidades. Quando esta interação torna-se possível a troca mostra-se rica no diálogo entre realidades e maneiras de conhecer o mundo.


































